Ele foi papar espectáculos de stand up da Netflix, canais de Youtube papados do início ao fim, stand up no youtube; ele é podcasts de dois anos papados integralmente, ele é contas de Instagram... EU VOU A TODOS!
Depois comecei com vontade de experimentar fisicamente. A Internet já não chegava eu precisei de entregar o meu corpo aos humoristas portugueses (a pagar).
O primeiro a despertar isso em mim foi o Diogo Batáguas, já tinha papado o canal dele e adorado o gajo e ele tinha umas datas em Lisboa e Almada no final de 2018 para as quais eu, estupidamente, já não consegui comprar bilhete a tempo. Fiquei muito triste, chorei muito, vi mais uns vídeos, senão quando ele anuncia novas datas em Lisboa em Fevereiro de 2019: abarbatei logo!
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| "Quero Lá Saber" de Diogo Batáguas |
Adorei o espectáculo, ele é super expressivo e isso acrescenta imenso às histórias contadas. O mal de conheceres bem o trabalho de uma pessoa é que depois não é tão surpreendente, já conhecia algumas piadas, outras já estava mesmo a ver onde iam parar, no entanto valeu muito a pena! Foi um espectáculo muito muito divertido e que ainda me deu a conhecer um outro humorista, o Rui Cruz (que não estava presente fisicamente mas em histórias do Batáguas). Esta sessão foi filmada e portanto deve de ir ficar disponível no Youtube ou em DVD, não sei, de qualquer forma aconselho vivamente a sua visualização.
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| "Só De Passagem" de Guilherme Duarte |
Este foi presente de aniversário. Adoro o Guilherme Duarte! Li o blog dele - Por Falar Noutra Coisa - na íntegra (vá, saltei os posts sobre futebol) quando trabalhava no Call Center e era a coisa mais positiva do meu dia de trabalho. Desde então comecei a seguir de perto o que ele fazia: blog, vídeos (Falta de Chá), podcast (Sem Barbas na Língua, com Hugo Gonçalves) e eu identifico-me imenso com ele, na forma de pensar. Confesso que gosto mais da escrita dele do que vê-lo no formato de stand up, talvez por ter sido assim que o conheci e que criei a primeira relação com ele.
Sobre o Só De Passagem, adorei, tal como aconteceu com o Batáguas, já conhecia algumas puchlines, o que não retira a piada, espectáculo muito bem montado, o início foi brilhante, com as diversas partes interligadas e com o meu tipo de piadas preferido: bebés mortos, violações de crianças, críticas à Igreja, esses temas consensuais. Tal como no solo do ano passado (o primeiro, portanto ele ainda está muito no início nisto do stand up) - Por Falar Noutra Coisa - houve um rap/uma dissertação interventiva, e gostei muito mais da do primeiro (que vi no Youtube, este ano foi a primeira vez que o vi ao vivo). Ainda há datas disponíveis, ide ver se vos aprouver.
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| "Memento Mori" de Rui Sinel de Cordes |
O Sinel de Cordes... ai o Sinel de Cordes. Foi tudo o que eu estava a espera. Só a gaja que estava a minha frente a rir que nem uma porca é que me estragou um bocado o espectáculo, histérica de merda. E as pessoas que no início do espectáculo achavam que aquilo era suposto ser o público a fazer piadas de merda e estragaram o início do DVD ao gajo, era enrabá-los a todos e a todas (porque eu sou politicamente correcta) com um tronco de oliveira até ficarem todos assados e depois punha outra vez até sair pela boca.
Pronto já me acalmei.
O Sinel de Cordes é aquele que diz tudo e está a cagar-se para tudo e é perfeito. Ou não fosse ele o único humorista certificado pelo Estado Português *wink wink*. Não tenho nada a dizer, a não ser que estou ansiosa pelos DOIS solos que ele vai ter no próximo ano.
Vão chamar-se O Início e O Fim: O Início é a visão dele desde o início do mundo até 2020 e O Fim é como ele acha que vai ser o mundo, até o mesmo acabar. Ya, ele anunciou isso. E não, não estou a dar spoiler, ponto número um porque ninguém lê isto, ponto número dois porque já tinha sido notícia em Março, que eu tive o cuidado de ir ver.
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| "Consciente" de Luís Franco Bastos |
De todos, foi o único que disse estar a pensar ter filhos - só por aí já perdeu pontos.
Sílvia.
E foi isto, não consigo ordenar do que gostei mais para o que gostei menos, eu tenho muita dificuldade em apontar preferidos - seja no que for - são todos diferentes, diferentes estilos e são todos bons e eu quero todos. Para o ano, repito todos.
Ainda tenho bilhete para a última data de Roda Bota Fora deste ano, só porque estou curiosa com o que acontece antes do que vai para o Youtube - que sim senhora, é engraçado, pelo avacalhanço e pelas piadas, mas não me levaria a pagar para ir ver. Mas estou mesmo curiosa para saber o texto que eles apresentam antes, já gosto do Guilherme Fonseca há muito tempo e entretanto apaixonei-me pelo Pedro Durão.
No final deste ano ainda espero ir a um solo do Dário Guerreiro, o Môce dum Cabréste, que também só recentemente comecei a seguir - claro que já tinha ouvido falar e já tinha visto uma coisa ou outra mas que por alguma razão não fui ver mais - e do Pedro Teixeira da Mota, que me parece ser uma pessoa muito inteligente mas já saturei um bocado do formato do podcast dele. Para além disso, ele está sempre a dizer que no stand up é que ele é fixe e eu quero confirmar isso ao vivo. Entretanto ele já colocou o solo do ano passado no Youtube, o Impasse, mas ainda não tive tempo para ver. Talvez veja hoje à noite. E talvez fique sem vontade de ir ver o gajo ao vivo.
Sílvia.




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